Destaque para esta notícia, acrescentando a importância das engenharias - a verdadeira Ciência Aplicada.
Notícias da SBPC
Política nacional de C&T precisa do olhar das ciências sociais
Por Cristina Caldas
25/07/2008
Em palestra realizada durante a 60a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Luís Manuel Rebelo Fernandes, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), detalhou a fase de transição que o sistema nacional de ciência e tecnologia vive, destacando suas oportunidades e riscos, especialmente para as ciências sociais. Segundo ele, pode-se considerar irrelevante um investimento nas ciências sociais, em que o conhecimento gerado não tem aplicação imediata no mercado. “O desafio é inserir as ciências sociais no conjunto dos temas”, aconselha.
Luís Manoel Fernandes, presidente da Finep. Foto: João Luiz Ribeiro/FinepUma das maneiras de se fazer isso, afirma, seria trazer o olhar da área para o coração da formação da política de C&T, por exemplo, como no caso do projeto dos institutos nacionais de C&T, redes temáticas, sobretudo, na pesquisa básica, lançado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, no último dia 14. “O nosso sistema de C&T é recente e hoje está em transição, uma vez que o país está relançando um projeto nacional de desenvolvimento”, destacou o cientista político. Para ele, o momento atual é favorável, pois une três dimensões do desenvolvimento: questão nacional, democrática e social. O êxito deste desafio depende de uma articulação entre sistema nacional de C&T e o novo esforço de desenvolvimento focado na inovação, mas Fernandes ressalta que “estamos diante de um novo padrão de produção de riqueza e produção de valor na economia mundial, e o que se destaca nesse novo padrão é a centralidade da ciência nesse processo”. Um conjunto de novos marcos legais regulatórios, afirma, estão sendo estruturados para agregar políticas de promoção da integração sistêmica entre C&T e desenvolvimento nacional. Entre os exemplos citados está a aprovação, a partir de 2004, de leis como a de inovação, biossegurança, informática e incentivos fiscais para empresas inovadoras, que alteram significativamente o contexto da pesquisa científica e tecnológica no Brasil.Todo esse novo cenário traz oportunidades e riscos. Fernandes acredita que a maior oportunidade é a enorme recuperação da capacidade de financiamento na área de C&T no Brasil. O orçamento da Finep, por exemplo, saiu de um patamar de menos de 300 milhões de reais em 1999 e chega, em 2008, aos 2,5 bilhões de reais, um aumento de quase 10 vezes. Para quem a ciência serveComo cientista social, Luís Manuel Fernandes ponderou que a política de C&T é uma ação anti-imperialista: combate às formas dominantes hoje de imposição de domínio no mundo que é via conhecimento, via bloqueio de transferência de conhecimento. “Todas as tecnologias de fronteira da sociedade do conhecimento foram desenvolvidas com apoio estatal por departamento de pesquisa e desenvolvimento de grandes empresas multinacionais”, explicou. De acordo com ele, isso leva a uma concentração de capacidade de geração de conhecimento no mundo, que condena os países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, a uma posição de subalternidade, sendo provedor de patrimônio genético ou material para ser processado e agregar valor por tecnologias desenvolvidas na fronteira pelas empresas multinacionais de países centrais que o fazem com forte subsídio estatal.Nesse ponto, entra a política de C&T, que se propõe a combater, a se posicionar contra e romper com o monopólio do conhecimento, promovendo conhecimento dentro do país. “É isso que estamos tentando fazer, trazer o conhecimento para ser gerado aqui, para gerar riqueza, agregar valor, gerar melhores condições de vida para a população brasileira”, ressaltou. “A política de C&T tem claramente a quem servir e a quem não servir. Não pode ser medida pelos seus valores e sim pelos resultados práticos que vemos na sociedade”, conclui.
sábado, 26 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
O Centro de Educação para o Trânsito na Rádio MEC
Nesta última sexta-feira dia 18 de julho o CED participou do Programa Atualidades da Rádio MEC - AM. O tema debatido foi a LEI SECA REDUZ ACIDENTES EM TODO O PAÍS. Estiveram presentes ao Programa, além da Direção do CED - CET-RIO/SMTR. O Cel Suarez Superintendente de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, o Dr. José Mauro Bras de Lima, Professor de Medicina da UFRJ, Coordenador do Programa Acadêmico de Álcool e Drogas e Presidente de Honra da Sociedade Brasileira de Alcoolgia. Também esteve presente o Engenheiro Fernando Diniz, fundador da Associação Trânsito Amigo.
Com esta nova lei de trânsito, o número de acidentes teve redução significativa em diversos estados brasileiros. Segundo dados do Ministério da Saúde, o SAMU teve redução média de 24% nas operações de resgate. A Organização Pan-Americana de Saúde elogia o governo pela adoção das medidas e anuncia que irá monitorar e difundir os resultados entre os países da América do Sul. Esta foi a pauta para o Programa, que vai sempre ao ar toda sexta-feira das 11h05 ás 12h na Rádio MEC-AM.
O debate foi bastante profícuo, pois caracterizou-se como um debate inter-multi-transdisciplinar, natureza da GESTÃO DO TRÂNSITO.
Com esta nova lei de trânsito, o número de acidentes teve redução significativa em diversos estados brasileiros. Segundo dados do Ministério da Saúde, o SAMU teve redução média de 24% nas operações de resgate. A Organização Pan-Americana de Saúde elogia o governo pela adoção das medidas e anuncia que irá monitorar e difundir os resultados entre os países da América do Sul. Esta foi a pauta para o Programa, que vai sempre ao ar toda sexta-feira das 11h05 ás 12h na Rádio MEC-AM.
O debate foi bastante profícuo, pois caracterizou-se como um debate inter-multi-transdisciplinar, natureza da GESTÃO DO TRÂNSITO.
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Educação para o Trânsito
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Em homenagem as vítimas do vôo 3054 da TAM
Em homenagem às 199 vítimas do vôo 3054 da TAM eu reproduzo um artigo que escrevi e foi publicado no Jornal do Commércio em 23 de agosto de 2007
Gestão e educação no Brasil
Virginia Salerno Coordenadora da Divisão de Ciência e Tecnologia do Clube de Engenharia
Ainda soavam no ar as vaias para o presidente mais popular das últimas décadas, tendo como palco a abertura dos jogos Pan-americanos de 2007 no Rio de Janeiro. Com esse protesto meio tosco, meio esquisito, prenunciava-se uma tragédia, um choque... um clarão... explosões... muita dor..., que veio somar-se àquela de setembro do ano anterior. Certamente, duas das maiores tragédias de todos os tempos. Reflexo mais uma vez do descaso dos atores públicos/privados de uma sociedade; dos maus ou nãogestores de uma nação. Esses tomadores de decisão mostram sua insistente marca de incompetência, com mais de um século de Taylor e Ford, os precursores nos estudos de organizações mais conhecidos do ocidente. Superados por outros: americanos, ingleses, franceses, russos etc., que nem sequer são citados ou têm seus conceitos utilizados pelos responsáveis públicos/privados. Triste constatação!
Nos idos da década de 30 do século XX, um brasileiro educador afirmou que em democracia não há senão uma tendência fixa: a busca do maior bem do homem. Como tal, é essencialmente progressiva e livre, e para o exercício dessa forma social (...) precisa-se de homens conscientes, informados e capazes de resolver os seus próprios problemas. É esse o fim da escola, a esse respeito: ajudar os nossos jovens, em um meio social liberal, a resolver os seus problemas morais e humanos. Esse educador chamado Anísio Teixeira, um cidadão brasileiro de primeira linha, foi esquecido, certamente, por uma miopia de esquerda/centro/direita de uma sociedade que, em sua maioria, não conseguiu jamais compreendê-lo.
Quando iniciamos a leitura de um dos seus livros, que trata de filosofia da educação, podemos observar sua atualidade, prevista em 1930. Mais de 70 anos se passaram e ele, naquela época já previa um futuro sombrio, se nada fosse feito pela educação brasileira. E nada realmente foi feito.
Em 1998, a Conferência Mundial de Educação Superior, na sede da Unresco, ratifica a política de educação superior, priorizando a pesquisa e sua contribuição ao desenvolvimento sustentável.
Para a engenharia, seu projeto considera a importância dos aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, na resolução dos problemas da sociedade. Sua proposta, como um todo, tenta sugerir e transformar o caminho livresco, pouco reflexivo e prático, além de extremamente especializado e tecnocrático do ensino atual.
Como afirma Anísio, esse tipo de ensino livresco poderá formar, quando muito, algum tipo de erudição, mas nada além disso.
Na verdade, o retardo destes 70 anos mostra seu rosto nas favelas, nos graves acidentes, na violência, nos jovens, estado originário e originado do descaso com que foi tratada a educação brasileira. Haverá tempo de corrigir este descalabro? Haverá, mas... acompanhado desta correção, muitas vítimas ainda se seguirão. Os primeiros passos desta caminhada será o o renascimento de programas educacionais elaborados à luz de Anísio Teixeira, com algumas alterações e considerações ainda não tratadas naqueles tempos de independência inicial e de desenvolvimento. O meio ambiente, por exemplo, estava aberto a toda sorte, precisávamos acompanhar os países do primeiro mundo, mas... como começar? Não sabíamos senão que tínhamos que começar, custasse o que custasse. No entanto, alguns brasileiros, como Anísio, sabiam que o primeiro passo era formar nossos jovens para iniciativa, para liderança, para o trabalho, para a produção. Eles não podiam subordinar-se, eles tinham que conhecer, utilizar ferramentas, dialogar, ter informação válida, criar e inovar. Sentar-se à mesa, diante das ferramentas tecnológicas disponíveis, de igual para igual. Era esse brasileiro que Anísio acreditava preparar com os seus fundamentos e programas consistentes.
A ciência, a arte, a filosofia, estas eram as construções sociais prevalecentes e tinham que caminhar juntas na educação. Portanto tínhamos que as abraçar. E foi isto que Anísio tentou fazer, novamente nas décadas de 60 e 70, culminando com a sua morte, súbita, suspeita, no mínimo. No entanto, resgatar suas idéias, pode e deve ser um caminho. Seu programa de educação, com pequenos ajustes, certamente é a referência. Enxergar a educação como um processo, para resolução dos problemas da nossa sociedade, requer um ensino voltado para o projeto e a gestão.
Problemas recursivos como despreparo dos professores, alunos desorientados, falta de infra-estrutura escolar, nos âmbitos dos ensinos fundamental, secundário e superior, tanto na esfera pública quanto na privada são as evidências primárias. A capacitação de profissionais que se encontram no mercado de trabalho, em todas as instâncias, são focos constantes de preocupação dentro das organizações. Suas qualidades técnico-administrativas são as menos favoráveis possíveis: maus tomadores de decisão, centralizadores, inseguros, sem espírito de liderança, sem iniciativa, não criativos e com enorme dificuldade de trabalhar em grupo são as características preponderantes. Disso decorrem a corrupção administrativa e financeira, o imobilismo e também o descaso com a coisa pública, simplesmente porque não existem parâmetros de avaliação qualitativa como aqueles parâmetros reducionistas e quantitativos bastante conhecidos, relativos às empresas privadas.
Este estado de coisas, como num círculo vicioso, entra pelo século XXI e, naturalmente hoje teremos menos tempo do que antes para buscar soluções. Todavia, considerando a complexidade do mundo temos uma tarefa: dar continuidade ao fortalecimento da democracia, com escolas precursoras da liberdade, formadoras de líderes. Tanto mais libertária, quanto mais transformadora e progressiva como afirmou Anísio.
Fonte: Jornal do Commércio - Opinião/ RJ
Gestão e educação no Brasil
Virginia Salerno Coordenadora da Divisão de Ciência e Tecnologia do Clube de Engenharia
Ainda soavam no ar as vaias para o presidente mais popular das últimas décadas, tendo como palco a abertura dos jogos Pan-americanos de 2007 no Rio de Janeiro. Com esse protesto meio tosco, meio esquisito, prenunciava-se uma tragédia, um choque... um clarão... explosões... muita dor..., que veio somar-se àquela de setembro do ano anterior. Certamente, duas das maiores tragédias de todos os tempos. Reflexo mais uma vez do descaso dos atores públicos/privados de uma sociedade; dos maus ou nãogestores de uma nação. Esses tomadores de decisão mostram sua insistente marca de incompetência, com mais de um século de Taylor e Ford, os precursores nos estudos de organizações mais conhecidos do ocidente. Superados por outros: americanos, ingleses, franceses, russos etc., que nem sequer são citados ou têm seus conceitos utilizados pelos responsáveis públicos/privados. Triste constatação!
Nos idos da década de 30 do século XX, um brasileiro educador afirmou que em democracia não há senão uma tendência fixa: a busca do maior bem do homem. Como tal, é essencialmente progressiva e livre, e para o exercício dessa forma social (...) precisa-se de homens conscientes, informados e capazes de resolver os seus próprios problemas. É esse o fim da escola, a esse respeito: ajudar os nossos jovens, em um meio social liberal, a resolver os seus problemas morais e humanos. Esse educador chamado Anísio Teixeira, um cidadão brasileiro de primeira linha, foi esquecido, certamente, por uma miopia de esquerda/centro/direita de uma sociedade que, em sua maioria, não conseguiu jamais compreendê-lo.
Quando iniciamos a leitura de um dos seus livros, que trata de filosofia da educação, podemos observar sua atualidade, prevista em 1930. Mais de 70 anos se passaram e ele, naquela época já previa um futuro sombrio, se nada fosse feito pela educação brasileira. E nada realmente foi feito.
Em 1998, a Conferência Mundial de Educação Superior, na sede da Unresco, ratifica a política de educação superior, priorizando a pesquisa e sua contribuição ao desenvolvimento sustentável.
Para a engenharia, seu projeto considera a importância dos aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, na resolução dos problemas da sociedade. Sua proposta, como um todo, tenta sugerir e transformar o caminho livresco, pouco reflexivo e prático, além de extremamente especializado e tecnocrático do ensino atual.
Como afirma Anísio, esse tipo de ensino livresco poderá formar, quando muito, algum tipo de erudição, mas nada além disso.
Na verdade, o retardo destes 70 anos mostra seu rosto nas favelas, nos graves acidentes, na violência, nos jovens, estado originário e originado do descaso com que foi tratada a educação brasileira. Haverá tempo de corrigir este descalabro? Haverá, mas... acompanhado desta correção, muitas vítimas ainda se seguirão. Os primeiros passos desta caminhada será o o renascimento de programas educacionais elaborados à luz de Anísio Teixeira, com algumas alterações e considerações ainda não tratadas naqueles tempos de independência inicial e de desenvolvimento. O meio ambiente, por exemplo, estava aberto a toda sorte, precisávamos acompanhar os países do primeiro mundo, mas... como começar? Não sabíamos senão que tínhamos que começar, custasse o que custasse. No entanto, alguns brasileiros, como Anísio, sabiam que o primeiro passo era formar nossos jovens para iniciativa, para liderança, para o trabalho, para a produção. Eles não podiam subordinar-se, eles tinham que conhecer, utilizar ferramentas, dialogar, ter informação válida, criar e inovar. Sentar-se à mesa, diante das ferramentas tecnológicas disponíveis, de igual para igual. Era esse brasileiro que Anísio acreditava preparar com os seus fundamentos e programas consistentes.
A ciência, a arte, a filosofia, estas eram as construções sociais prevalecentes e tinham que caminhar juntas na educação. Portanto tínhamos que as abraçar. E foi isto que Anísio tentou fazer, novamente nas décadas de 60 e 70, culminando com a sua morte, súbita, suspeita, no mínimo. No entanto, resgatar suas idéias, pode e deve ser um caminho. Seu programa de educação, com pequenos ajustes, certamente é a referência. Enxergar a educação como um processo, para resolução dos problemas da nossa sociedade, requer um ensino voltado para o projeto e a gestão.
Problemas recursivos como despreparo dos professores, alunos desorientados, falta de infra-estrutura escolar, nos âmbitos dos ensinos fundamental, secundário e superior, tanto na esfera pública quanto na privada são as evidências primárias. A capacitação de profissionais que se encontram no mercado de trabalho, em todas as instâncias, são focos constantes de preocupação dentro das organizações. Suas qualidades técnico-administrativas são as menos favoráveis possíveis: maus tomadores de decisão, centralizadores, inseguros, sem espírito de liderança, sem iniciativa, não criativos e com enorme dificuldade de trabalhar em grupo são as características preponderantes. Disso decorrem a corrupção administrativa e financeira, o imobilismo e também o descaso com a coisa pública, simplesmente porque não existem parâmetros de avaliação qualitativa como aqueles parâmetros reducionistas e quantitativos bastante conhecidos, relativos às empresas privadas.
Este estado de coisas, como num círculo vicioso, entra pelo século XXI e, naturalmente hoje teremos menos tempo do que antes para buscar soluções. Todavia, considerando a complexidade do mundo temos uma tarefa: dar continuidade ao fortalecimento da democracia, com escolas precursoras da liberdade, formadoras de líderes. Tanto mais libertária, quanto mais transformadora e progressiva como afirmou Anísio.
Fonte: Jornal do Commércio - Opinião/ RJ
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Gestão Pública
segunda-feira, 14 de julho de 2008
O que vocês acham da Lei Seca?
Gostaria de ter votado nas duas últimas opções (o que o sistema não permitiu) porque, a meu ver, nem a fiscalização e nem uma campanha educativa, isoladamente, resolvem os nossos problemas de trânsito. A insuficiência de fiscalização é um fato constatado diariamente e de nada adianta a polícia de trânsito divulgar a estatística de milhares de multas aplicadas; pela incidência do desrespeito que se observa nas ruas, deveriam ser milhões de multas. E esta é a razão principal dos condutores persistirem nas infrações: a quase certeza de que não serão pegos.
Especificamente, no caso de condutores alcoolizados, bastaria a mesma disposição fiscalizatória atual, com a lei anterior, para conter os excessos. Mas todos sabemos que, anteriormente, a atuação das autoridades policiais de trânsito eram quase inexistentes, o que ensejou a perigosa combinação de beber e dirigir veículos, corriqueiramente.
Otimisticamente, acredito que as campanhas educativas promovam mudanças no comportamento de 60 a 70% das pessoas; para as demais, depois de devidamente educadas (no sentido de informadas ou instruídas), é a hora e vez de uma fiscalização severa e contínua. Fiscalização não pode ser percebida como um modismo incômodo que, tal como um resfriado, vem e passa.
Um abraço,
Fernando de F. Moura
Especificamente, no caso de condutores alcoolizados, bastaria a mesma disposição fiscalizatória atual, com a lei anterior, para conter os excessos. Mas todos sabemos que, anteriormente, a atuação das autoridades policiais de trânsito eram quase inexistentes, o que ensejou a perigosa combinação de beber e dirigir veículos, corriqueiramente.
Otimisticamente, acredito que as campanhas educativas promovam mudanças no comportamento de 60 a 70% das pessoas; para as demais, depois de devidamente educadas (no sentido de informadas ou instruídas), é a hora e vez de uma fiscalização severa e contínua. Fiscalização não pode ser percebida como um modismo incômodo que, tal como um resfriado, vem e passa.
Um abraço,
Fernando de F. Moura
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Educação para o Trânsito
sábado, 12 de julho de 2008
SARAU ASTROLÓGICO
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Astrologia uma ciência milenar
sexta-feira, 11 de julho de 2008
quarta-feira, 9 de julho de 2008
O BAFÔMETRO
Por Roberto Saturnino Braga
O Bafômetro é o novo personagem da vida carioca (paulista, também, brasiliense, etc...). De longe, o mais comentado, louvado e apedrejado objeto das mesas noturnas do Rio na última semana, ele veio para ficar. Não se sabe se para ficar em evidência permanente ou para fazer aparições ocasionais coincidentes com destaques da mídia em matéria de acidentes. Mas veio e fica, não volta mais para os depósitos empoeirados do Detran.
Comemora-se esse novo estágio da nossa vida civilizada? Sim, eu comemoro, junto com a quase totalidade das pessoas que prezam a vida humana como valor absoluto. Só digo “quase” e não a totalidade dessas pessoas porque há os que receiam o mau uso do instrumento, seja o uso radical, sem nenhum toque de bom-senso, seja o uso para achacar e embolsar propinas. Mas a estes deve-se dizer que o que tem de ser combatido, com muito empenho, é o mau uso, não o instrumento.
Dá para entender um certo tipo de lamento, o da nostalgia do tempo em que se podia beber além do 0,1 de álcool por litro de bafo e, à meia-noite, dirigir o carro tranqüilamente, cuidadosamente, pelas ruas calmas e seguras, até em casa.
Se o motorista estivesse de cara muito cheia, um bom amigo, jovem como ele, responsável, o levaria em casa. Um caso assim ainda hoje é possível, claro, mas esse tempo, no geral, passou. Pode ter deixado saudade, mas passou. Hoje o ritmo é completamente outro. O ritmo da música e da dança nos inferninhos e nos funks é muito mais frenético; o ritmo e a substância dos goles, que ingerem uísque com estimulantes, é muito mais pesado; o ritmo das paqueras e propostas entre jovens de mesas diferentes mais excitante; o ritmo dos horários, que hoje entram comumente pela madrugada, mais fatigante; o ritmo das ruas, dos assaltos e, principalmente, dos motores potentes dos automóveis, que desenvolvem velocidades muito altas em questão de segundos, mais desatinado; o ritmo das mortes e aleijamentos produzidos por acidentes na noite carioca muito mais triste e revoltante. Então, não dá; tem que haver mesmo bafômetro, e muito bafômetro; assim como tem de haver pardal, muito pardal, até sem aviso, para multar mesmo, pesado, os fitipaldis frustrados da madrugada.
O automóvel é, realmente, o grande vilão da mega-cidade no mundo atual. É o símbolo mais significativo e presente do individualismo ostensivo, do egoísmo estressante, poluidor e assassino do nosso tempo. E, entretanto, tornou-se uma necessidade fabricada. Necessidade econômica: se a indústria automobilística pára, a economia pára e o desemprego galopa. E necessidade cotidiana para a população ascendente das cidades grandes que não oferecem transportes públicos humanos e decentes. Brasília, por exemplo, a nossa capital, é uma cidade que foi projetada e construída para o automóvel, uma cidade “moderna”, onde quem não tem carro está ferrado. Assim é que a venda de carros no Brasil bate a cada ano o recorde que era do ano anterior, enquanto nossas ruas, cada vez mais travadas, vão se transformando em arenas de ansiedade, irritação e xingamentos. Assim é que Beijing, novo exemplo muito invocado de crescimento, cujas ruas largas, há vinte anos, eram caudalosos rios de bicicletas (eu vi), hoje estão entupidas de automóveis que não conseguem se movimentar. Teerã, dizem, tem o tráfego mais caótico do mundo.
Naquele tempo evocado pelo saudosismo, pessoas de classes e níveis de renda muito diferentes se encontravam no bonde, que era um excelente meio de transporte coletivo, arejado e barato. Parece que na Finlândia, o país mais honesto do mundo, ainda é assim: empresários, professores e trabalhadores se cumprimentam no bonde, que lá é fechado, naturalmente. Quando menino, eu me lembro que ia à Cidade com minha mãe e meu irmão, fazer compras, de ônibus. Meu pai só teve carro mais tarde; meu tio, mais tarde ainda. No bonde, eu encontrava o Dr. Rodolfo, o médico da nossa família, assim como vários dos nossos vizinhos da rua Tonelero. No nosso quarteirão, de um lado e de outro da rua, só os donos de três casas tinham automóvel. Jogávamos futebol no meio da rua; quando vinha um carro, alguém gritava: pára, pára, vem um carro; parávamos o jogo, esperávamos o carro passar e continuávamos. Saudades. Do tempo em que não precisava de haver bafômetro.
No caldeirão do Rio de hoje, se não há mais a inocência de outrora, tem de haver civilização organizada, modernidade que seja também ética e social; não tanto a finlandesa, reconheço que é muito difícil, mas pelo menos a portuguesa, com polícia séria e fiscalização limpa. Tem que haver bafômetro e pardal, símbolos de ordem civilizada tecnológica e moral. Sempre há lugar para o humanismo, claro, mesmo na mais fria sofisticação tecnológica; e vamos trabalhar para que ele esteja presente, sempre, o humanismo, na aplicação da lei, mas vamos aplaudir o bafômetro. Gosto de ler no jornal que o Ministro pede bom-senso no uso do rigor. É isso.
Comemora-se esse novo estágio da nossa vida civilizada? Sim, eu comemoro, junto com a quase totalidade das pessoas que prezam a vida humana como valor absoluto. Só digo “quase” e não a totalidade dessas pessoas porque há os que receiam o mau uso do instrumento, seja o uso radical, sem nenhum toque de bom-senso, seja o uso para achacar e embolsar propinas. Mas a estes deve-se dizer que o que tem de ser combatido, com muito empenho, é o mau uso, não o instrumento.
Dá para entender um certo tipo de lamento, o da nostalgia do tempo em que se podia beber além do 0,1 de álcool por litro de bafo e, à meia-noite, dirigir o carro tranqüilamente, cuidadosamente, pelas ruas calmas e seguras, até em casa.
Se o motorista estivesse de cara muito cheia, um bom amigo, jovem como ele, responsável, o levaria em casa. Um caso assim ainda hoje é possível, claro, mas esse tempo, no geral, passou. Pode ter deixado saudade, mas passou. Hoje o ritmo é completamente outro. O ritmo da música e da dança nos inferninhos e nos funks é muito mais frenético; o ritmo e a substância dos goles, que ingerem uísque com estimulantes, é muito mais pesado; o ritmo das paqueras e propostas entre jovens de mesas diferentes mais excitante; o ritmo dos horários, que hoje entram comumente pela madrugada, mais fatigante; o ritmo das ruas, dos assaltos e, principalmente, dos motores potentes dos automóveis, que desenvolvem velocidades muito altas em questão de segundos, mais desatinado; o ritmo das mortes e aleijamentos produzidos por acidentes na noite carioca muito mais triste e revoltante. Então, não dá; tem que haver mesmo bafômetro, e muito bafômetro; assim como tem de haver pardal, muito pardal, até sem aviso, para multar mesmo, pesado, os fitipaldis frustrados da madrugada.
O automóvel é, realmente, o grande vilão da mega-cidade no mundo atual. É o símbolo mais significativo e presente do individualismo ostensivo, do egoísmo estressante, poluidor e assassino do nosso tempo. E, entretanto, tornou-se uma necessidade fabricada. Necessidade econômica: se a indústria automobilística pára, a economia pára e o desemprego galopa. E necessidade cotidiana para a população ascendente das cidades grandes que não oferecem transportes públicos humanos e decentes. Brasília, por exemplo, a nossa capital, é uma cidade que foi projetada e construída para o automóvel, uma cidade “moderna”, onde quem não tem carro está ferrado. Assim é que a venda de carros no Brasil bate a cada ano o recorde que era do ano anterior, enquanto nossas ruas, cada vez mais travadas, vão se transformando em arenas de ansiedade, irritação e xingamentos. Assim é que Beijing, novo exemplo muito invocado de crescimento, cujas ruas largas, há vinte anos, eram caudalosos rios de bicicletas (eu vi), hoje estão entupidas de automóveis que não conseguem se movimentar. Teerã, dizem, tem o tráfego mais caótico do mundo.
Naquele tempo evocado pelo saudosismo, pessoas de classes e níveis de renda muito diferentes se encontravam no bonde, que era um excelente meio de transporte coletivo, arejado e barato. Parece que na Finlândia, o país mais honesto do mundo, ainda é assim: empresários, professores e trabalhadores se cumprimentam no bonde, que lá é fechado, naturalmente. Quando menino, eu me lembro que ia à Cidade com minha mãe e meu irmão, fazer compras, de ônibus. Meu pai só teve carro mais tarde; meu tio, mais tarde ainda. No bonde, eu encontrava o Dr. Rodolfo, o médico da nossa família, assim como vários dos nossos vizinhos da rua Tonelero. No nosso quarteirão, de um lado e de outro da rua, só os donos de três casas tinham automóvel. Jogávamos futebol no meio da rua; quando vinha um carro, alguém gritava: pára, pára, vem um carro; parávamos o jogo, esperávamos o carro passar e continuávamos. Saudades. Do tempo em que não precisava de haver bafômetro.
No caldeirão do Rio de hoje, se não há mais a inocência de outrora, tem de haver civilização organizada, modernidade que seja também ética e social; não tanto a finlandesa, reconheço que é muito difícil, mas pelo menos a portuguesa, com polícia séria e fiscalização limpa. Tem que haver bafômetro e pardal, símbolos de ordem civilizada tecnológica e moral. Sempre há lugar para o humanismo, claro, mesmo na mais fria sofisticação tecnológica; e vamos trabalhar para que ele esteja presente, sempre, o humanismo, na aplicação da lei, mas vamos aplaudir o bafômetro. Gosto de ler no jornal que o Ministro pede bom-senso no uso do rigor. É isso.
Artigo nº 21/2008
Contatos: secretaria@isb.org.br
CORREIO SATURNINO
Presidente do ISB
Roberto Saturnino Braga
Instituto Solidariedade Brasil - ISB
Tel: (21) 2517-0554
e-mail: secretaria@isb.org.br
Av. Beira Mar, nº 216 - Térreo
Rio de Janeiro - RJ www.isb.org.br
Contatos: secretaria@isb.org.br
CORREIO SATURNINO
Presidente do ISB
Roberto Saturnino Braga
Instituto Solidariedade Brasil - ISB
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Educação para o Trânsito
quinta-feira, 3 de julho de 2008
1o. Concurso de Artes sobre Educação para o Trânsito

Concurso de artes incentiva Educação para o Trânsito
A Secretaria Municipal de Transportes e a Companhia Engenharia de Tráfego (CET-RIO) estão organizando o 1º Concurso de Artes de Educação para o Trânsito, voltado para jovens com idade entre 16 e 25 anos. A iniciativa conta com patrocínio da SulAmérica.Haverá prêmios de até R$ 3 mil. O concurso tem duas modalidade: a de tiras de quadrinhos e a de logo-tipo. O prazo de entrega dos trabalhos foi prorrogado para o dia 29 de agosto. Mais informações na página da internet www.rio.rj.gov.br/smtr/cetrio/ced_cetrio.htm
A Secretaria Municipal de Transportes e a Companhia Engenharia de Tráfego (CET-RIO) estão organizando o 1º Concurso de Artes de Educação para o Trânsito, voltado para jovens com idade entre 16 e 25 anos. A iniciativa conta com patrocínio da SulAmérica.Haverá prêmios de até R$ 3 mil. O concurso tem duas modalidade: a de tiras de quadrinhos e a de logo-tipo. O prazo de entrega dos trabalhos foi prorrogado para o dia 29 de agosto. Mais informações na página da internet www.rio.rj.gov.br/smtr/cetrio/ced_cetrio.htm
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